segunda-feira, 6 de junho de 2011

Falaê, Darwin!

... Existem os animais quadríps, e os animais bíceps!

(Rodrigão Ferreira)

Calor e doçura

Em busca de mais calor e doçura pra minha vida, estou só ganhando peso!

Namorando

Namoro com o vazio
Ao vazio o amor vai...
E volta
Incrivelmente frio

Mudar é difícil

Mudar é difícil!
Abandonar vícios, vaidades, certezas...
Nos dias em que consigo me sinto leve, bonito!
Nos dias em que não, tudo é solidão.
Quero ser menos!


Viagem hipocondríaca

Embarco no ônibus de Muriaé para Dom Cavati cheio de fome com minha marmitinha de apressado. Sento na poltrona 7, ninguém comigo, vou comer e dormir. Duas senhoras nas poltronas da frente retomam a conversa acerca de todas as mazelas de seus idosos corpos. Me esforcei e almocei na boa. 

Tinha uns lugares vagos lá atrás, quando me levantei pra minha fuga veio uma tiazinha falar com o motorista: “Moço! O senhor pode parar em algum lugar pra limparem o banheiro? Já estou passando mal com o cheiro!... Tô enjoada...” Fiquei onde estava. 

As inconvenientes senhoras faziam uma recapitulação das melhores patologias e indisposições que já curtiram. O sono ia me apanhando enquanto eu ouvia toda sorte de nomes de doenças. Cochilei bem. Acho que por mais de hora. Fui despertando com o papo das duas... ainda sem assimilar direito: “blá blá blá, blá blá blá, blá blá meu irmão com ALZHEIMER!” 

Ah! Tá de sacanagem? Acordei assustado com “Alzheimer” ecoando na minha mente e pasmo com o rendimento da conversa. Tá! Me acalmei... Passando por Caratinga, na última meia-hora de viagem, a mais insuportável das senhoras resolve falar dos netinhos: “Tenho seis netos! São UMAS PRAGAS!...”

domingo, 5 de junho de 2011

Saudosismos e Raça Negra

Engraçado como na minha infância e adolescência, e acho que até pouco tempo atrás, eu tinha uns saudosismos loucos. Sentia saudade até da época em que meus pais se casaram. Aí já é demais, né! Eu pensava no casório dos dois: O fusca branco, o terno xadrez cinza em que cabia dois do meu pai, a igreja abarrotada como não se vê mais. E tudo tinha aquele charme das boas fotografias em preto-e-branco. Pelo menos essa era a idéia que eu fazia. Mas hoje não tenho mais esses saudosismos esquizofrênicos. Era um saco. Uma subestimação boba do presente e do real, uma fuga, acho que por não ter a coragem necessária pra viver bem o presente e o real, me refugiava nesse mundinho, e na crença de que no passado tudo era mais legal. Mesmo um passado que eu não conheci. 


Loucura parecida e também muito em voga na minha infância e adolescência era aquela paixonite que a gente inventava, estimulada e sustentada pelas músicas do Raça Negra. Hit novo do Raça Negra, a gente ouvia, ouvia, ficava todo abobado, romanticozinho, com uma sofreguidão louca. E por quem? Ah! Isso decidia-se depois, era a parte mais fácil, sempre tinha uma feiosa cujo charme só a gente conseguia enxergar, ou uma bonitinha que morava meio longe, tipo na Austrália. Ou uma menina sofrida que tinha um pai bem violento que botava o terror. Tanto faz! O importante era inventar uma paixão irrealizável, não mover uma palha pra fazê-la mais viável, curtir essa dolorida distância física ou circunstancial, criando a atmosfera necessária para compartilhar do clima sentimentalóide e dar sentido à música do Grupo Raça Negra. Ê, paixão!

sábado, 28 de maio de 2011

Ultraconservadores religiosos contra kit anti-homofobia

Alguns amigos gays já se queixaram comigo, algumas vezes, a respeito do machismo e da homofobia enraizada na sociedade brasileira. Confesso que demorei a entender, eu pensava que homofobia era um problema isolado, problema de algumas pessoas. Bom seria! O problema é sim social, é um problema educacional. A homofobia, tal como o racismo (acho que hoje muito menos que a 20 anos), está presente na nossa formação. Pra deixarmos de ser homofóbicos precisamos assumir, enquanto sociedade, e enquanto indivíduos, que o somos.

No último dia 18 recebi um e-mail com link para uma petição pública redigida em nome de uma instituição (nada séria, a julgar pela petição) chamada FENASP (Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política), destinada ao Senhor Ministro da Educação e “aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em suas várias esferas de Governo”. O título era “PETIÇÃO CONTRA “KIT GAY” (KIT DE COMBATE À HOMOFOBIA NAS ESCOLAS). O e-mail foi enviado por uma conhecida, e o texto do e-mail dizia apenas o seguinte:

“Caros Amigos, 
Acabei de ler e assinar esta petição online:”

Não costumo perder meu tempo lendo e-mails que não concernem a minha vida pessoal ou profissional, mas abri porque até então não tinha ouvido falar em tal kit e, sobretudo porque percebi certa distorção e a manipulação logo no título! Podiam pelo menos começar a sacanagem no decorrer do texto. Enfim...

Seguem palavras do próprio Ministro da Educação, Senhor Fernando Haddad a respeito do kit, proferidas durante o programa de rádio “Bom Dia, Ministro”.:

“O material encomendado pelo MEC visa a combater a violência contra homossexuais nas escolas públicas do país. A violência contra esse público é muito grande e a educação é um direito de todos os brasileiros, independentemente de cor, crença religiosa ou orientação sexual. Os estabelecimentos públicos têm que estar preparados para receber essas pessoas e apoiá-las no seu desenvolvimento”.


O kit foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e representantes da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) motivado pela falta de material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. O material é formado por cartazes, um livro com sugestão de atividades para o professor e três peças audiovisuais.

A previsão do ministério é que os kits cheguem às escolas no segundo semestre de 2011. O material é voltado para alunos do ensino médio – a partir dos 15 anos.
É notório o fato de que na petição, tal como no e-mail, não consta link para textos oficiais a respeito do kit. Omitir as fontes é comum aos textos de organismos ligados a igrejas evangélicas. É ainda mais notório e assustador, o fato de que o texto não trata do conteúdo do kit, desperdiçando assim uma excelente oportunidade para essa pertinente discussão pública (falsamente tocada na petição). Mas claro! Não querem discutir, querem apenas assinaturas obedientes do máximo de “ovelhas”!

Quando leio uma petição pública destinada a um ministro e “a todas as esferas do governo”, espero que haja pelo menos coesão no texto. Nesse caso não houve, em nenhum momento.

O título já é MALICIOSO, não existe “Kit Gay”! Se fosse uma petição séria, redigido por pessoas sérias, por motivos sérios, não dariam esse título a ela. O nome do kit é “Kit de Combate à Homofobia nas Escolas”, e é assim que deve ser chamado, sobretudo em um texto dessa natureza.

Na própria petição os redatores já defendem o uso da maliciosa denominação para o kit (todos os parágrafos com recuo de texto e fonte em itálico foram copiados integralmente da petição em questão. A ver.):

“Segundo os defensores da distribuição do aludido material, o mesmo não deve ser tratado como “Kit Gay”, mas, sim, como “Kit de Combate à Homofobia nas Escolas”. O nome que se dê ao mesmo, na verdade, tem menor importância que o seu real conteúdo e intenção!


Certamente o nome tem menos importância, mas tem muitíssima importância! O modo como o público será preparado para receber o kit pode fazer toda a diferença. Se por exemplo, reacionários evangélicos difundirem uma denominação como “Kit contra a família”, ou algo parecido, o kit seria o mesmo, mas a reação da seu fiel público mudaria muito. O título "sutilmente" pejorativo (passado de boca a boca) precede maliciosamente o texto.

Gera uma resistência preconceituosa no público-rebanho em relação ao kit. “Kit gay”: ruim! “Kit contra homofobia nas escolas”: excelente e necessário!

Abaixo, os redatores sugerem aos crentes (não em Jesus, mas neles) que os recursos públicos serão utilizados para incentivar práticas homossexuais, sendo tal incentivo a finalidade do kit.


“Certo é, contudo, que o combate à homofobia (que significa repulsa aos homossexuais) não pode ser confundido com o incentivo à conduta homossexual – na realidade, esse é o objetivo concreto do aludido kit. Os recursos públicos, outrossim, não podem ser utilizados para o incentivo estudantil de práticas homossexuais, mas, sim, o podem para o desestímulo das condutas discriminatórias.”


O parágrafo acima sugere — aliás, afirma — que o “aludido kit” estimula práticas homossexuais. Será que esse pessoal da FENASP se sentiu estimulado?

Seguindo com o pior parágrafo de todos! Só serve pra confundir a cabeça dos pobres crentes:


“Não se trata, frise-se, de um argumento religioso (embora nosso Estado seja laico, ou seja, não adote uma religião oficial, devemos considerar que o mesmo não é ateu – vide, a esse respeito, a citação de Deus no preâmbulo da nossa Carta, um Deus com “D” maiúsculo, digno de conceder proteção), mas, sim, de resguardar as liberdades constitucionais. “

Não se trata de argumento religioso, porque até então não foi apresentado argumento algum, pelo menos nenhum argumento claro. Outra coisa: “Deus” na Constituição é um engano. As igrejas lutam freqüentemente pra manter a citação a Deus na Constituição, e nos momentos oportunos se valem do fato da citação estar lá, como fizeram nesse texto. Defendem a permanência para permanecerem se valendo disso. Muita sujeira!

Caros redatores, eu sei que vocês sabem, mas deixe seus leitores saberem: Se o Estado é laico, (obviamente) não é ateu, mas sim agnóstico. O Estado não deve observar questões dessa natureza, ser ateu é de alguma forma observar tais questões e por conseguinte negar a existência de Deus. Mas não quero ensinar missa ao vigário. Vocês sabem disso.

Seguindo:

“Nesse passo, o que nos impressiona é que o Sr. Toni Ramos, presidente da ABGLT, cita o texto bíblico de João 15:12 (“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”) como uma “boa nova” para defender que ele, Toni, tem o direito de amar o seu companheiro, como o faz há 21 anos. Ou seja: os defensores do movimento LGBT podem se utilizar das Escrituras para fundamentar seu posicionamento, ao passo que os religiosos, com base no mesmo Documento, não o podem? Não seria isso, então, uma espécie de preconceito, que o aludido movimento quer tanto combater? “

Como se viesse ao caso, procurei, mas não encontrei em nenhum lugar, uma outra citação a essa “declaração” do Sr. Toni Ramos. Gostaria de fontes! Algo assim fora do contexto é muito perigoso. Creio que seja mais um recurso sujo utilizado em um texto confuso por pessoas pequenas. Apenas. Nesse parágrafo os redatores perdem o foco, quando discutem os direitos dos defensores do movimento LGBT. Até onde sei, esse não é o objeto da petição. O que o Sr. Toni Ramos disser pra defender qualquer movimento, enquanto não entrarmos nesse mérito, será problema estritamente dele, do movimento, e dos que se opõem a ele. Ah, claro! Sim! Vocês se opõem! Mas façam isso em outro texto, por favor! Tá confuso!

Observem como invertem os papéis, e ainda usam o recurso da repetição para inculcar na mente das ovelhas que a finalidade do kit é “incutir comportamento LGBT”. Parágrafo muito confuso:

“Ainda aqui, esse mesmo movimento que quer incutir na sociedade escolar o comportamento LGBT, discrimina os religiosos, alcunhando-os de fanáticos... se a questão é de igualdade, no mesmo passo em que deve haver a repressão à homofobia (reitere-se, que é diferente da discordância à conduta homossexual), também deve haver no que toca à teofobia. E, em razão disso, o debate intelectual e científico, retorne-se, deve ocorrer.”

“Teofobia”? Até onde eu sei, vocês são os mais “tementes a Deus” (piadinha!).

Caros! O “comportamento LGBT” está em todos os lugares. Ou, pelo menos, o homossexualismo está. O mote da campanha é a diminuição, ou extinção, da discriminação dos homossexuais.

O “movimento” discrimina religiosos os alcunhando de fanáticos? E quando fazem isso? Creio que o fazem quando tais religiosos tentam convencê-los a mudar de comportamento. E o fazem recorrendo a autoridade de textos e imagens metafóricas! Apenas! Assim sendo, a alcunha de fanáticos é muitíssimo bem aplicada. Isto posto, evitem falar em “debate intelectual e científico”. Isso, no mínimo, beira ao ridículo.

Uma breve e única citação ao material em questão:

“Destarte, nas mesmas notas taquigráficas ficou registrado que, em um dos 'materiais didáticos', haveria um beijo lésbico na boca e, nos dizeres do Sr. André Lázaro, Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, “Ficamos três meses discutindo até onde entrava a língua.” O Sr. Rodrigo de Oliveira Júnior, também representante do MEC, por sua vez, expôs: 'o trabalho que nós realizamos com a Pathfinder foi voltado para a educação básica, de informação e de conscientização na educação básica'. 

Única observação pertinente: O Senhor Secretário de Educação mostrou-se assaz detalhista! Mas fica claro que usou de uma hipérbole pra expressar o cuidado que ele e as as pessoas envolvidas tiveram na elaboração e realização do material.

Seguindo:

“Basta salientar, aqui, que a educação básica abrange crianças e adolescentes, em regra, de 6 a 15 anos, e que, em razão da tenra idade, ainda estão na fase de formação de suas personalidade e valores, com a capacidade crítica não plenamente maturada, restando ainda mais suscetíveis a todo e qualquer material ‘informativo’.”

Minhas caras ovelhas, “a educação básica abrange crianças e adolescentes, em regra, de 6 a 15 anos”, isso não significa que as crianças de 6 e os adolescentes de 15 são tratados da mesma maneira. Assim como não se estuda conceito e estrutura de átomos aos 6 anos, essas questões também serão apresentadas aos alunos com idade que esteja de acordo com o conteúdo. Parágrafo extremamente parcial, como todo o texto.

“Suponhamos que, amanhã, se inicie um movimento organizado que pretenda ver reconhecido o direito de as pessoas se casarem com animais, sob o fundamento da liberdade e da dignidade da pessoa humana. Ora, respeitar tais pessoas não significa que tenhamos que abrigar tal “direito” nas leis de nosso país... e isso é uma questão de lógica.” 

Meus caros! Primeiramente, nota-se mais uma vez que o texto não trata da questão do kit. É um texto desesperado que ataca a questão dos direitos civis dos homossexuais. Nota-se isso, aqui, quando os redatores pendem o foco(?) do texto (que deveria ser a questão do kit) e tratam da questão dos direitos civis dos homossexuais.

Pessoas são pessoas. Pessoas adultas são pessoas adultas. Bem diferentes de macacos, também diferentes de crianças. Se dois homens adultos querem manter uma relação estável, eu espero sim, que a sociedade lhes conceda todos os direitos comuns aos casais heterossexuais. Não importa aqui, o sexo do companheiro. O “problema” é do casal.

“E mais. Guardadas as devidas proporções, e para nos auxiliar no raciocínio, podemos respeitar o criminoso (conferindo-lhe os direitos humanos que lhe são subjacentes, na persecução penal, no cumprimento da pena e quando egresso do sistema carcerário), e, ao mesmo tempo, não ser favorável à sua prática. Não é por acaso que uma penalidade lhes é imposta...” 

Aqui faz-se um paralelo:

   criminoso (respeitável)       /         crime (errado)

homossexual (respeitável)      /      homossexualismo (errado)

Se em uma religião crê-se que o homossexualismo é uma CONDUTA errada, o religioso é quem, se quiser estar de acordo com a sua religião, deve tratar de não ser homossexual. Isso não lhe concedo direitos de impor suas doutrinas ou opiniões fora âmbito da igreja.

A seguir o texto faz uma comparação muito mal equiparada. O que é coerente com a intenção do texto. A saber, confundir seu público crente:

“Outrossim, não precisamos que um negro apanhe, em plena sala de aula, para dizer que a escravatura é inconcebível. Da mesma forma, não precisamos mostrar cenas explícitas de homossexualidade a menores de idade, incentivando-os ao comportamento, para lhes dizer que não devem ser homofóbicos.” 

Aqui, fingiram usar o recurso de “espelhar” duas situações distintas, para ilustrar a discussão, o que poderia ser bom. Então vou corrigir a comparação colocando as situações de maneira espelhada. O parágrafo ficaria assim:

“Outrossim, não precisamos que um negro apanhe, em plena sala de aula, para dizer que O RACISMO é inconcebível. Da mesma forma, não precisamos mostrar cenas explícitas de HOMOSSEXUAIS APANHANDO EM PLENA SALA DE AULA a menores de idade (...) para lhes dizer que não devem ser homofóbicos.”

No parágrafo original há “incentivando-os ao comportamento”. É possível que os redatores tenham fortes inclinações homossexuais, posto que consideram tão estimulantes cenas dessa natureza.

Nota-se por esses apontamentos que a petição é falsa! O mundo inteiro pode assiná-la, mas ela de nada servirá, posto que o texto é de péssima qualidade. Não tem coesão. É unilateral, tendencioso! Aparenta ter sido redigido estritamente para servir de propaganda aos desejos de uma minoria que domina as massas evangélicas. Essa minoria se aproveita de todas as polêmicas possíveis para acostumar seu público a ser guiado em todas as questões morais, na vida pessoal ou nas questões políticas mais importantes. No fim, trata-se, como sempre se tratou, exclusivamente de uma busca permanente de expansão de poder político, seduzindo corações e mentes, dissimulando suas intenções vaidosas por trás da fraude de uma santa missão.


Fontes:

http://www.fenasp.com/2011/05/09/manifesto-contra-o-%E2%80%9Ckit-gay%E2%80%9D-kit-de-combate-a-homofobia-nas-escolas/


http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N8370


http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/haddad+nega+que+mec+ira+alterar+conteudo+kit+contra+homofobia/n1596964672139.html

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Brasil...

O Brasil tá muito mais pra Bolsonaro que pra Gabeira!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Idiotice ostensiva: recurso de socialização para pessoas vulgares


O idiota hoje é muito mais socialmente aceito do que aquele que age com um mínimo de inteligência, bom-senso, bom-gosto, sofisticação, requinte ou qualquer característica que demande um pouco mais de controle de si, de maturidade, e que em nada comprometem o bom-humor, a simpatia, a alegria.

Os idiotas mais estúpidos precisam falar o tempo todo, fazer gracinhas, piadinhas, manter a atenção em si, ou no máximo em seus amiguinhos que compartilham da mesma vulgaridade. Naturalmente, lançam mão a todo o seu repertório de babaquices para manter os “não-idiotas” constrangidos e conseqüentemente calados, afinal caso o clima mude e o nível se eleve, ele estará perdido: Todos poderão observar que o que distingue o idiota dos demais não é a capacidade de ser engraçado, aliás, ser um engraçadinho boçal, portador de uma burrice tão extravagante, não deve ser considerado uma capacidade, mas uma grande limitação), o que o distingue dos demais é a sua falta de sensibilidade, de inteligência e de conhecimento de algo que tenha alguma importância real no mundo. Escalação do Flamengo não se inclui nessa categoria, tá claro?

Caso haja alguém assim te atormentando, retire-se! Se você reclamar, provavelmente alguém irá lhe dizer “ele é assim mesmo”, “é o jeito dele”, “é brincadeira” e pra acabar de vez com a sua paciência, o tiro de misericórdia: “você tem que levar na esportiva!” Cara... Só se o esporte for tiro ao alvo!

Justificar dessa maneira positivista tal comportamento é ser muito permissivo com uma atitude tão impertinente e tão rude. Acho que dificilmente agiriam assim se o alvo das brincadeirinhas por fim se indignasse e demonstrasse com a mesma veemência o seu descontentamento. Ser idiota pode! Ficar puto com as idiotices mais ostensivas não pode! Viva a idiotice!

Quando alguém assim fizer uma piada escrota contigo, lembre-se de jamais dizer: “que sem graça” ou “que inconveniente”. Sorria levemente e vá dar um rolê! A Idiotice impera! É você o marginal! Apenas mantenha-se à margem!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vertigem e frio de queda livre todos os dias de manhã.
Hoje acordar é cair.


sábado, 7 de maio de 2011

Sensação de um vazio
Quente e frio no estômago.
Incapacitante dor, ora instigante,
Confunde, sufoca... Inspira, expande.

quinta-feira, 5 de maio de 2011


Início do que
Meio do onde
Fim do porém


De noite, na cama
Dá uma vontade de... sei lá...
E a gente tenta descobrir o que é e... nem consegue...
Até que o sono vem.
Bem tarde...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Deixei de ser ativista...

Deixei de ser ativista... Vou tentar um egoísmo sustentável.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Prêmio Marcílio Pereira 2005

- Destaques do ano -


Melhor amigo coadjuvante:

Stella Gonçalves
Pelo interesse e incomparável apoio ao meu trabalho, por me entender com tanta facilidade, por confiar em mim, por contar comigo, por ser a única amiga com quem eu falo mais do que escuto, por ser tão mais experiente e me respeitar tanto, pela nossa crescente amizade...
Amigo revelação:

Fabrício Cardoso
Por enxergar a poesia nas coisas. Por encorajar a quem precisa, por ser tão bem disposto, pela viagem à Minas, pela ida à Itaipuaçu, pelos passeios na Floresta, pela sinceridade que não se corrompe, pelas piadas mais simples que alguém já fez, pelo bom uso das palavras, por gostar de dançar ridiculamente, pela extravagância, pela sensatez...
Melhor amigo:

Fernando Júnior
Por demonstrar que se lembra de mim, pela companhia nas noites do Circo Voador, pela declaração de afeto mais sincera e comovente que já recebi, por saber que pode contar comigo, pela generosidade, por querer formar uma banda comigo, por torcer tanto por mim...
Melhor namorada:

Carol Gornic
Por tanto me fazer rir, e pelos milhares de sorrisos, por me olhar com esses olhos castanhos claros, por me chamar a atenção para o fato de que a lágrima é o suco que sai quando se espreme o coração. Por espremer meu coração, pelos presentes, pelas músicas que me mostrou, pelos filmes, pelos livros que me emprestou, por me ajudar a me conhecer melhor, por cantar baixinho, por querer dançar comigo, pelo amor à primeira vista, pelo amor de irmão que ficou, por tudo que eu não sei dizer: Amo-te!
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Prêmios especiais:

À minha irmã mais velha
Por querer se reaproximar de mim e por ser uma mãe ainda melhor a cada dia.
À minha avó materna
Por ficar tão feliz quando estou por perto, pela saudade mais forte que eu sinto, por ter um amor tão grande por todos os filhos, netos e bisnetos. Por chorarmos juntos na hora da despedida, como sempre, como se fosse a última vez. Por estar presente em grande parte das minhas mais doces memórias.
À Priscila
Por me dizer que a Lua é um satélite natural que serve para enviar beijos a quem se ama. Por se apaixonar por mim, pelas mensagens via celular, via brisa, via sonho... Por me fazer sentir o peito ferver e congelar centenas de vezes em um segundo, por fazer uma semana valer tanto, por me cativar tão de repente e tão definitivamente, pelas fotografias que tiramos juntos, pelas caminhadas nas matas e nas praias, pelas paisagens, pelo medo que senti antes de lhe pedir um beijo, por todos os beijos seguintes, por acordar tão linda e bem humorada, por tudo que não fizemos...
...............................
::Agradecimentos::

A Pablo Neruda pelos poemas;
'Los Hermanos' e 'Parafusa' pelos CDs;
'Carlos Malta e Pifo Muderno', 'Jaraguá Mulungu' 'Binário' e 'Cordel do Fogo Encantado' pelos inesquecíveis shows;
Chico Buarque pelas músicas mais ouvidas no meu quarto;
Buddy Guy...;
Vincent Ward, pelo melhor filme...
.............................

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Os Reis do Bar

Estava jantando em casa, cheio de sono, cansado, e Fabrício e Anníbal chegam animadões:

— Coé, Marcílio! Cadê a sua caixa de som?
— Tá emprestado ali no bar. Por quê?
— A Junkebox do Palpite Feliz tá quebrada! Aí a gente leva um disc-man e a sua caixa e ficar dançando lá! Vamos?
— Pô! Vou jantar! Pega a caixa lá que depois eu vou!

Cheguei lá e já estavam os dois dançando, só os dois! Eu estava meio desanimado... E os dois já no pique! Rolou um Belchior emocionado!... Quando acabou a seção Belchior eu já estava no clima. Nos Mutantes já estávamos pulando, nos abraçando, cantando altão: "Veja como vem, veja bem..." "O meu cigarro acabou..." "Dizem que sou louco..." Depois foi só música preta de alta classe! Jamiroquai, Jackson Five etc.

Adoniran Barbosa! Agora sim! "De tanto levar flechada do seu olhar, meu peito parece até sabe o quê? Táubua de tiro ao álvaro..." Vimos que já havíamos conquistado o público e resolvemos ir direto ao ponto: "Agora é só sambão"!

... E o dono do bar a toda hora dizia: "Anníbal! Abaixa!"
A essa altura o bar já estava esvaziando, e a gente só enchendo... a cara.
Samba no pé! Samba no pé!
Pronto! Ninguém mais no bar!
— Anníbal! Já chega, né?!
— A última! Pra despedir!
Alcione pra ir embora! "Não posso mais alimentar a esse amor tão louco! Que sufoco!..."
João Nogueira pra despedir! "Seu vestido de babado, que é de fato alta costura, me fez sábado passado ir a pé a Cascadura..."
E assim foi! E o pessoal já limpando o chão!
Os Originais do Samba, forevis!

... Agora o pessoal do bar já estava até curtindo mais o nosso estilo 'velha guarda' de sambar.

Chico Buarque!
Jorge Ben!
João Nogueira pra despedir de novo!
Acabaram de varrer, lavar, limpar, catar os copos, apagar as luzes...
Wilson Simonal!
Pronto! O bar fechou!
Gente! Faltou o Benito! Pô! Ia até chorar! "... Mais chegou o Carnaval e ela não desfilou! Eu chorei, na avenida eu chorei, não pensei que mentia a cabrocha que eu tanto amei..." Coisa linda, heim! Arrepiou?

Anníbal e Fabricinho de Vila Isabel! Na próxima quarta é o seguinte:
Deixemos os bigodes crescerem, passemos nossas melhores camisas vermelhas, calcemos nossos sapatos negros e bailemos salsa!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Reveillon

No dia primeiro acordei no chão do meu quarto com uma puta dor de cabeça e uma baita de uma sede, e pensando assim: “Putz! Será possível que eu dei R$ 10,00 pro trocador do ônibus?” Conferi meu dinheiro e constatei que eu realmente dei! Fui tomar banho e vi que estava com areia no cabelo e tive um "flash" de memória de uma sensação de prazer que se tem quando se cai bêbado na areia de Copa!


Coisas que disseram que eu fiz:

  • Fiquei gritando “Brasil” toda hora!
  • Tentei pegar todo mundo no colo, quando peguei o Fabrício eu caí com ele.
  • A Mônica me ligou e eu falei “Mônica, tô muito mal”, passei o telefone pra Renata e caí pra trás.
  • Bebi quatro latinhas de Coca-cola de uma vez (só pode ser por isso que acordei passando mal).
  • Cismei que nunca mais ia mijar!
  • Queria dormir na praia (normal).
  • Desejei “Feliz 2003” pra todo mundo! Entre outras coisas.

Tenho que colher mais depoimentos sobre as coisas que (supostamente) fiz.
Pelo menos desta vez eu permaneci vestido!
Gente! Não precisa me agradecer por animar sua virada de ano!
Coisas que eu lembro mas preferia esquecer:

  • Tomei toco de uma lésbica linda (eu acho que era linda)
  • Dei R$ 10,00 pro trocador do ônibus.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

Visitando a vovó

Casa da Monique

No dia 25 acordei às 18 h e pouco na casa do meu tio, e logo depois fui pra casa. Cheguei meio cansado, mal humorado e o Anníbal me falou pelo MSN que o Babu falou pra ele que tinha uma festinha na casa da Monique. Liguei pro Fabrício, passei na casa dele e pegamos o Anníbal na 28 e fomos. Chegamos lá e só estavam o Poti, o Babu e a Monique. Ficamos lá falando besteira bebendo e comendo pão e panetone. Ficamos mais ou menos uma hora, até que o pai da Monique nos informou que nós estávamos fazendo muito barulho e que a vizinha já havia ligado ameaçando de chamar a Polícia.

Casa do Babu

Então seguimos pra casa do Babuzinho. Ficamos lá falando merda, tocando violão, bebendo cerveja, champanhe, vinho, e uma "cachaça de areia de peixe", como disse o Poti. (vai entender!). Entre um arroto e outro eu recebo uma revelação muito significativa pra minha vida, Poti vira pra mim com seriedade, aponta o dedo pro meu rosto e diz:
— Por isso que todas as mulheres te abandonam!
Quase chorei! Todo mundo ficou bem sério, ficamos nos entreolhando, sem entender porra nenhuma!
A essa altura o Babu já estava só de samba canção. Então, o Fabrício falou:
— Vamos pra Feira dos Paraíbas! Hoje eu vou comer uma paraibinha!
— Eu quero uma de um metro, e sem dente!

Sem rumo

Fizemos o Babu se vestir e fomos! Chegamos lá e a Feira estava fechada! Então ficamos dando umas voltas, até levamos o Anníbal pra conhecer a Vila Mimosa. Na saída o Poti falou:
— Vamos pro Arpoador! O Rio de Janeiro todo está lá! Desde a plebe até a nata!
"Putaquiuparil"! Mas, de tanto ele insistir nós passamos por lá, mas como (quase) todos sabíamos, não havia uma viva alma por lá.
Estávamos já indo pra Barra quando o Anníbal falou:
— Vamos pra São Paulo!
E o Babu: — Vamos pra casa do Roberto
Poti: — Vamos pro SANA!
Fabrício: — Vamos pra Parati.
Eu: — Vamos pra Minas, pra casa da minha avó!
Fabrício: — Pô! São quantas horas de viagem?
Eu: — Ah! Umas 7/8 horas.
Fabrício: — Tem prima gostosa?
Eu: — Porra, moleque!
Passamos na minha casa, na do Poti e na do Anníbal pra pegar dinheiro, roupa e comida e partimos!

Na estrada

Foi só pegar a estrada que Anníbal já desmaiou, o Poti dormiu logo, e o Babu, para meu azar e do Fabrício, ficou acordado pra perguntar a todo o momento se estávamos chegando. Estavam os três primeiros atrás, e eu e Fabrício na frente, ele dirigindo.
Depois de quase três horas de viagem cruzamos o Paraíba do Sul e chegamos ao Estado de Minas. Aí a estrada ficou uma porcaria! Deu um leve desespero em todo mundo, principalmente no Fabrício. Falei pra ele: "Amigo! Vai dar tudo certo!".
O Babu enfim dormiu! Ficaram os três lá atrás dormindo bonitinho! O Babu no meio e os dois com a cabeça em seus ombros amigos! Foi fofo!
Já quase na metade da viagem os três acordam, o Anníbal todo alegre, como sempre, o Babu perguntando se estava chegando e o Poti mandando suas pérolas, eu já havia falado que nós não passaríamos por Belo Horizonte, aliás, não passaríamos sequer perto, sequer longe, mas sim, muito longe, ele perguntou se estávamos em Minas. Já estávamos havia quase duas horas. E ele disse:
— Aqui é Belo Horizonte?
— Não, Poti! A gente não passa por Belo Horizonte! E Belo Horizonte é uma cidade, e não um mato como esse!
— Ah! Em Belo Horizonte tem casa, essas coisas? Ruas...?
Sabe esses estrangeiros que acham que no Brasil tem São Paulo, Rio de Janeiro e o resto é só mato? Então, o Poti é brasileiro, mas pensava igualzinho.
Paramos em uma parada de ônibus pro Fabrício ligar pra casa, e fomos ao banheiro. O Poti foi o último a chegar e nós nos escondemos, fomos com o carro pra trás do estabelecimento. Depois de uns cinco minutos ele achou a gente:
— Pô! Já estava achando que vocês tinham me deixado aqui!
(rs) Tadinho!
Daí segui dirigindo, aproveitei que todos dormiram e corri o máximo que deu!
Paramos de novo faltando três horas pra chegar, tomamos um café, juntamos nossas moedas e compramos um pão com lingüiça pra dividir! (rs)
Babu toda hora cochilava e acordava desesperado:
— Pelo amor de Deus: Tá chegando?
Após ele perguntar umas 15 vezes nós realmente estávamos chegando! Acordamos o Poti pra ele se por apresentável, sem aquela touca de velha rendeira e chegamos.

Chegamos

Não sei porque, todos começamos a discutir a geografia os bairros da Tijuca, Vila Isabel e Andaraí, mas abandonamos a conversa tão logo ela foi dominada por Poti e Babu que a sustentaram com calor durante uns 40 minutos. Eu não fiquei pra ver, mas o Anníbal disse que foi assim com o Babu falando assim:
— Ah, é? Então da próxima vez eu vou trazer um mapa da Tijuca pra te mostrar!
Sem comentários!
Depois que todos estavam comidos, depois de conversar com o pessoal, matar um pouco a saudade, contar e ouvir as novidades, pedi pro meu primo pra selar um cavalo porque o Babu tava doido pra andar. Pra ele montar no bichinho foi uma novela! Coitado! Coitado do cavalo, é claro!
Fomos até a casa de um tio meu e o pessoal ficou andando de cavalo por lá... O Fabrício é o mais elegante! Tipo "João Pessoa", "Fernando Pessoa"... Rodrigo Pessoa! - como ele mesmo disse! O Poti parecia que estava dirigindo um ônibus, com os braços bem levantados, parecia que estava com furúnculo no sovaco!
Anníbal foi quem mais se amarrou em andar de cavalo. Nunca tinha andado. Como é o mais espertinho toda hora dava um jeito de ir à cavalo enquanto nós íamos à pé.

São João do Oriente

À noite fomos pra cidade fazer amigos! Ou pelo menos essa era a intenção, se é que você entende! Chegamos lá na humildade, mas o Babu meteu logo uma touca de bandido e foi pro bar sozinho com maior cara de mau. Foi lá só pra meter medo nos outros. Muito babaca mesmo!
Eu, Anníbal e Fabrício ficamos tramando várias maneiras de nos aproximarmos: Dançando salsa, dançando axé, dançando tango, dançando só no improviso da dança contemporânea... Acabou que ficamos tanto tempo nos divertindo com essas idéias que foi todo mundo embora! Ops! Quase todo mundo! Ainda tinha umas feiosas na praça. Umas feiosas, e duas bonitinhas escondidas. Então, fomos pra praça. Chamei logo uma menina que o Fabrício estava de olho e comecei a 'fazer amizade', tentando colocar na fita dele. Mas, a menina era tímida. Nós tínhamos achado que não era só porque ela estava se esfregando com outra no meio da praça...
Como só eu falava, ela acabou me dando mole. Mas, tão bobinha que até resolvi deixar pra lá.
Quando estávamos indo embora nos despedimos e a menina foi pra casa correndo com a amiguinha dela, e o Poti gritou:
— Se parar eu vou aí!
Ela continuou correndo até o final da rua, parou de correr e entrou andando na rua onde mora e o Poti foi correndo atrás. A gente esperou um pouquinho e já perdemos a paciência, queríamos ir pra casa e deixá-lo lá. Mas fomos atrás dele e ele estava lá dando uns beijos de apaixonado na menina. Que bonito! Deve ter rolado até uns "Eu te amo"!
Fomos embora, o Anníbal dirigindo e o Fabrício no caput curtindo o frio do campo, aquele céu maravilhoso a 50 Km/h, quando chegamos na estrada de terra eu peguei a direção e o Fabrício continuou lá, mas começou a ficar ruim pra ele porque o carro balançava muito e ele mal se equilibrava, sem contar com a lama que voava nele, ele pediu pra parar pra ele entrar e eu não parei, e ele foi se arrastando pra entrar pela janela pra delírio dos espectadores. E o Anníbal gritando:

— Caralhô! É o Chuck Norris!

O moleque conseguiu entrar pela janela, que só estava aberta até a metade, e virou herói da noite!

As abelhas

Acordamos e fomos para a casa do meu tio Luís, onde se passou a cena mais tragicômica da viagem! Estávamos conversando sob a jabuticabeira, sentados, falando da vida, quando de repente o Babu vem correndo por trás de nós se debatendo todo, fazendo uma cara de desesperado com os olhinhos cheios de lágrimas e a boca tremendo. Nossa única reação foi um "Que porra é essa?" E o Babu disse correndo:

— Ah! Bá! Ba-bu-baába... ui! ... Abelha!

Então nos tocamos que ele estava coberto de abelhas e com uma nuvem imensa atrás dele!
E alguém gritou "Corre!"
Depois vimos que meu priminho estava na mesma situação! Todo coberto de abelhas! E o Anníbal mandando ele tirar a roupa...
Minha prima o levou pro chuveiro e ficou tirando as abelhas que ficaram presas no cabelo dele. Levou vários ferrões na cabeça e no corpo. Teve até febre à noite.
O Babu também ficou na merda. Ficou com ferrão até dentro do nariz. Mas, apesar de tudo foi impossível conter o riso!

Fim

Depois fomos embora e passamos na casa de dois outros tios. Fomos pra casa pra nos preparar pra viagem.
Tô com mais saudade daquele lugar e daquelas pessoas do que estava antes de ir!
Nove horas de viagem e chegamos ao Rio. Ah! Passamos por uma cidadezinha e o Poti voltou a perguntar se aquilo era Belo Horizonte!

sábado, 22 de outubro de 2005

A um amigo

É, meu amigo! Eu sei que foi um golpe! Acostumado a sentir-se o dono do mundo, de repente você se sente sem chão, perde o Norte, a paz! Mas, não perca a Fé! Algo bom te espera na próxima curva, ou na próxima esquina! E não espere um circo, um escarcéu! Talvez uma flor, uma estrela, um sorriso, um "nada": O Mundo te quer feliz! Eu quero te ver bem! A Vida tende a ser boa pra quem é como você!

Você tem o direito de ficar triste, mas, não fique assim por muito tempo! Sinta plenamente esse fogo no seu peito que queima como álcool, mas não embriaga, ao contrário: te aguça os sentidos, te faz mais esperto e puro. Chame este fogo de "inspiração": É a sua alma reagindo, é a febre do coração, a febre da alma.

Quanto a ela... Ela não voltará!...

O que realmente quero lhe dizer, meu amigo, é que a vida nem sempre é fácil, e não tem que ser. A vida tem que ser bonita, e é!

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

A Montanha Mágica

Nesses dias quentes de Primavera-quase-Verão fico meio deslocado no espaço e no tempo, tentando me equilibrar entre os dias e as noites.


Me perco entre meus 17 a 22 anos. Parece que durante esse tempo vim acumulando emoções que deviam ser superadas e negligenciei coisas e pessoas que deviam 'ser' para sempre, ou para um momento, que seja! Perdi referências, muitas, e me sinto perdido nas minhas próprias memórias, nos meus devaneios... Ando em círculos! Minhas certezas são cada vez mais efêmeras, mas, talvez isso seja até bom. Ou não? Ando flertando com a ansiedade, e a ansiedade é algo que, se bem me conheço, não tem nada a ver comigo! ... Se bem me conheço!

A ansiedade nasce da ignorância: ignoramos que somos completos, não importa o que nos falte! A falta... a falta faz parte!