segunda-feira, 29 de agosto de 2005

Distraído? Eu?

Quem convive comigo sabe o quanto eu sou esquecido e desligado às vezes. Ainda mais nos dias mais cheios: passando a noite em claro, saindo de casa de manhãzinha pra trabalhar, indo direto pra faculdade, passando em casa pra jantar e zarpando pra academia. Depois de três dias com a agenda assim, não há cérebro que agüente!


Num desses dias eu passei em casa pra almoçar e tal, e enquanto estava escovando os dentes aproveitei pra separar uns documentos que eu tinha que levar pra faculdade, contrariando o primeiro mandamento dos esquecidos: "Não farás duas coisas ao mesmo tempo!" Peguei os documentos coloquei na mochila, peguei a chave e saí. Já na calçada, trancando a porta de casa, lembrei que estava escovando os dentes. Com a escova na boca, cheia de espuma.

domingo, 14 de agosto de 2005

Vagando no submundo dos mortos

Ontem encostaram uma pistola na cabeça e me mataram!

Quando dei por mim estava em um lugar próximo, andando sem saber pra onde ao lado de uma amiga que estava comigo na hora de minha morte. Ela era a única pessoa ou coisa conhecida ali, e estava estranhamente alegre! Isso me chocou: Um amigo acaba de morrer e ela fica alegre...? Talvez ela acreditasse que eu estivesse melhor onde eu estava. Ou talvez ela acreditasse ter ganho um protetor. A verdade é que eu não sabia o motivo de sua alegria, mas, já não estava mais chocado. Ela com sua leveza me tranqüilizou, então entendi que sua intenção era essa. Fiquei um pouco mais com ela, e me despedi sem palavras, e saí, procurando meu caminho.

Quando eu tinha carne e osso acreditava que ao desencarnar tudo seria fácil. Um eterno dia de domingo no parque, de vez em quando alguma tarefa angelical, e quando chegasse a minha hora voltaria a Terra pra cumprir meus carmas que adquiri em vidas passadas. Algo como a novela "A Viagem", sabe?

Vagando ainda na Terra, entre vivos e mortos, sem saber diferenciá-los com clareza, sem um guia espiritual que acreditava merecer, desesperado. Em vida, nunca me vi tão sem esperança! Pensei: "Já era, maluco! Virei assombração!"

Então, vi um balcão no meio do nada, com um casal de atendentes. Uma fila não muito grande, mas muito demorada. Aquilo não podia ser do mundo dos vivos, então entrei na fila pra ver que raio de balcão é aquele. Após alguma demora chegou minha vez:

— Oi, eu morri!

E a atendente disse:

— Claro que morreu, por isso você está aqui, para dar baixa e ver pra onde você deve ir.

Ê, burocracia da porra! Eu tentava me manter o mais calmo possível, mas o mais calmo possível já era quase chorando! Tentei dar um jeitinho... Pra viver mais, sabe? Falei baixinho:

— Senhora! Eu quero muito viver mais, eu não fiz muito do que acreditei ser meu destino. Na verdade não fiz quase nada!

Notei pela sua reação que minha volta à vida não era algo impossível. Houve um minuto de silêncio, e ela consultou com os olhos o seu colega de trabalho que ouvia a conversa. Então ele tomou a palavra:

— E de quanto tempo você precisa, meu filho?
— Ah! Acho que seu eu morrer aos 70 eu morro bem!

Ele riu alto, sem querer ser cruel, mas, ferindo as minhas esperanças e o meu orgulho.

— As coisas não são assim! Você morreu porque tinha que morrer! Se você quiser mesmo voltar a gente dá um jeitinho, mas, a morte vai te buscar no mais tardar à uma hora da madrugada!

— Cacildis! E isso me dará quanto tempo?
— Você morreu às 22 h, e vai voltar às 22 h.

Teria então, no máximo, três horas de vida. Me perguntei se eu teria consciência de que minhas horas estavam contadas. E o que faria nas minhas três últimas horas? Abraçaria minha mãe... tomaria um banho quente. Foram os dois desejos que se manifestaram na hora. Poderia talvez me despedir de algumas pessoas que foram importantes na minha vida. Ah! De fato eu não queria fazer isso! Afinal, todos a quem eu amo sabem disso, e tem idéia do quanto. E por algum motivo eu acreditava que falar com muitas pessoas mudaria o equilíbrio natural das coisas. Outra coisa que me preocupava era a possibilidade de ter uma morte meio ridícula. Eu poderia escorregar no banheiro e bater a cabeça por dançar como um idiota no chão ensaboado. Quantas vezes eu já quase caí assim? Não! Não quero arriscar! Prefiro a minha morte heróica! Foi muito mais legal!

Me afastei daquele balcão de repartição pública do terceiro-mundo-dos-mortos e segui sem rumo, chorando com medo de virar encosto. Oxi! Tá amarrado! Mas, pior seria ir pro Inferno! Seria melhor ter morrido sem conhecer Dante. Deu um medo! Mais do que em qualquer fé, eu pensava na "Divina Comédia". Talvez meus pecados nem sejam tão graves, talvez eu vá para o Purgatório, para o lugar destinado aos mortos por violência.. Ah! Não sei!

Andei, andei, andei... até chegar a um lugar onde eram raras as almas, encarnadas ou não, continuei andando, andei até desmaiar ou dormir. Acordei em um lugar onde não havia luz, ouvia sons como de máquinas gigantescas que passavam longe de mim, umas indo, outras vindo, pessoas gritavam e falavam alto com uma alegria rude. Ouvia sons abafados de explosões com intervalos irregulares e vindos de direções distintas. A superfície onde me encontrava era macia, mas, meu corpo estava desconfortável! Fiquei observando os sons por algum tempo. Então levantei, fui até a janela. Estava no Morro da Mangueira e era uma noite escura. Uma gente esquisita bebia no bar da esquina e fazia muito barulho...

Sentei-me na cama e pensei:

Tenho que salvar minha alma! Na próxima vez que eu morrer pode ser fatal!

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Dei sinal para o ônibus. Iria para a casa de uma amiga em Botafogo. 464. Subi. Passei na roleta. Procurei um lugar pra me sentar.


— Ah! Tem um lugar ali! — pensei! — Ai! Essa gente que senta no corredor...!

Era um senhor, talvez, chegando à terceira idade. Judeu ortodoxo, todo de preto e com aquele chapéu. Tinha consigo uma mala preta que acomodou ao seu lado, no lado da janela. Uma mala ocupando o lugar que deveria ser meu! — Salá maleico, aleluia! Râmela-râmela! Posso passar? — Ele pegou a maleta, virou as perninhas e eu passei. Me acomodei e relaxei. Com a testa colada no vidro fiquei viajando na correnteza do Rio Maracanã, como sempre, até chegar na Praça da Bandeira onde o Rio é coberto. Olhei para a maleta e... — Cadê o barbudo? Vixe! Esqueceu a mala! — Olhei pela janela e o tiozinho já ia longe com as mãos no bolso. Gritei pro motorista parar e desci com a maleta. Corri até alcançá-lo. Coloquei a mão direita em seu ombro: — Senhor! — Quando ele se virou eu tomei o maior susto da minha vida! Era ele: Osama Bin Laden! Olhei perplexo e disse: — Pô! Osama! Com essa roupa de Rabino é sacanagem! — Ele ficou sem graça, sem palavras! Eu coloquei a mala em seu peito, entregando-a a ele. Ele arregalou os olhos assustado! Eu juntei A mais B e disse: — Fudeu! — Corri como jamais havia corrido! Em câmera lenta, é claro! — Nãããããããããããooooooo! — E "boooooom"! Você já viu "A Senha"? Se não viu, imagine a melhor cena de explosão possível! E eu voei de cabeça para baixo, e por sorte caí bem... bem em cima de uma gorda que estava no ponto de ônibus. Só fiquei um pouco ralado. Olhei para trás (close no meu rosto, por favor) e com um sorriso de meia boca e uma vaidade meio escondida, olhei para um vendedor ambulante que admirava a cena, perplexo, ao meu lado e disse: — Aí, maluco! Matei o Osama!

segunda-feira, 11 de julho de 2005

O médico disse...

O médico disse pra eu não tocar nem bateria imaginária! Achei engraçado! Só depois, em casa, percebi que era sério!

"Nada de tocar bateria", "nada de andar de bicicleta", "evite escadas", "aplique gelo" e "faça esses alongamentos ao acordar e antes de dormir". "Ainda não é crônico, mas pode ficar". Putz! Pena que foi logo agora que estou com uma energia fora do comum! Acho que hoje vou a casa de uma amiga pegar uns livros emprestados! Às vezes eu pego minha agenda telefônica e fico folheando, escolhendo a vítima. Um violão seria ótimo! Estou apaixonado por uma música do Chico! Sabe? Eu... gosto muito dele!

Estou ensaiando uma "coreografia" patética pra apresentar no dia 30. A música é "Você é doida demais". Ótima, né? Melhor que a música é a minha sina! Quero dizer: minha cena! Eu com uma roupa ridícula, interpretando dramaticamente a música de Lindomar Castilho. Tem até cena de choro! Dançar que é bom, só no sentido figurado. Engraçado é que o professor vai lançar duas "coreografias". A outra, de samba no pé, ele fará, a do Lindomar Castilho ele achou melhor que eu fizesse, porque eu tenho "cara de cínico".

Uma amiga me falou: "por que você não arruma uma fratura na perna". Fratura eu não consegui providenciar, mas essas tendinites estão me maltratando!

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Metas para o semestre

  1. Voltar a estudar
  2. Escrever mais
  3. Estudar o Xintoísmo, o Budismo, o Zen-Budismo, o Confucionismo, Taoísmo, Brandismo, Macumbismo etc.
  4. Deixar o cabelo crescer
  5. Ficar na galinhagem enquanto um novo (ou velho) amor não chega
  6. Telefonar para os amigos
  7. Sair nos finais de semana e perder a linha
  8. Alugar uns filmes, agora que não tenho mais TV à cabo
  9. Manter meu quarto e o estúdio arrumados e limpos
  10. Trabalhar mais; Parar de trabalhar à noite
  11. Lembrar que tenho um sítio e voltar a passar finais de semanas lá; convidar uns amigos legais
  12. Praticar futebol e vôlei
  13. Pegar onda
  14. Ir à Floresta de vez em quando
  15. Comprar um celular
  16. Organizar meus documentos
  17. Jogar coisas fora, doar roupas velhas...
  18. Dar um jeito na minha bicicleta
  19. Aprender a dançar forró
  20. Estudar técnicas de bateria diariamente
  21. Pagar minhas contas antes do vencimento
  22. Ser gentil
  23. Me vestir com as roupas que mais gosto e não com a primeira que eu ver
  24. Ir à Minas
  25. Tirar muitas fotografias
  26. Arrumar um violão e aprender a tocar "Você vai me seguir" do Chico Buarque, entre outras
  27. Criar o hábito de almoçar
  28. Comprar uma cama
  29. Concertar minha TV
  30. Parar de fazer uma social com pessoas de quem eu não gosto
  31. Tomar menos café
  32. Ver se aquela loirinha me dá mole (Dar mole pra ela)
Continua...

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Crise

Eu perdi alguma coisa da minha essência! Perdi, não: Esqueci! E foi por não lidar honestamente com a dor de uma perda. Talvez se eu tivesse alguém ao meu lado pra me dizer pra ser sincero com minha dor, alguém que me fizesse chorar... Mas, eu estava sozinho! Com pessoas por perto, mas em um estado psíquico chamado "solidão". Um muro! Um vício! E nesse momento de fraqueza eu optei pela tranqüilidade que só os fracos desejam, e pela primeira vez na vida eu fui um fraco. E foi justamente por tentar ser forte! Fiquei forte como pedra! Forte, frio e sem vida: como uma pedra!

Não quero que cessem as tribulações da vida! Quero força, graça e coragem! 

Volto agora à minha senda que abandonei! E peço à Deus apenas que me ajude a purificar minha alma, e me ajude a reaprender a amar, a cada dia, e nada mais. Que venha a mim o que for para mim!

Acho que o momento crítico passou, encontrei novamente meu caminho, agora tenho que conquistar meu equilíbrio para trilhá-lo com alegria e dignidade. Acho que cantar e dançar no chuveiro, como um louco, é um bom sinal! Essa agitação que me deixa sem dormir também há de ser um sinal, assim como o fato de eu voltar a escrever neste "blog"! Esse fogo que sinto no meu peito, sem mais nem menos, também é um sinal de que algo está mudando, ou, apenas, voltando ao seu lugar!

segunda-feira, 13 de junho de 2005

Macete!

O pessoal da minha rua estava jogando bola na laje do meu vizinho da frente, meu primo que também mora na mesma rua chegou e tocou a campainha. A porta da casa tinha um "macete" pra abrir. E lá de cima o dono da casa falou:

— Tá no macete! Chama o Marcílio!

E o meu primo foi me chamar gritando:

— Macete! Macete!

sexta-feira, 13 de maio de 2005

O telefone imaginário

Acordei com o telefone tocando...

— Alô!
— Seu José está?
— Está sim! Vou chamar!
— Pai! Pai!
... ...


Ouvi meu pai gritar bem distante:



— Marcílio! Marcílio! — distante, e cada vez mais próximo e mais alto — Marcílio! Marcílio!

E eu respondi:



— Oi!
— Atende o telefone!
— Alô!... Alô!... Alô!

Ninguém respondia.

Meu pai gritou novamente e eu acordei com o telefone imaginário na mão. Acordei e peguei o telefone de verdade
.

quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Pontualidade


Uma vez eu estava ensaiando com o Babu e outros amigos pra tocar em uma festinha. Ele sentiu fome e disse:

— Cara, eu preciso comer!
— Espera aí, Babu, só vamos acertar essa música!
— Não dá, maluco! Eu almoço sempre nessa hora!
— Que hora?
Babu olhou disfarçadamente pro relógio e disse:
— Meio-dia e treze!

domingo, 21 de novembro de 2004

Qual é o número da casa da Bruxa do 71?

Ontem eu fui na melhor festa em que eu já fui ontem em toda a minha vida em Bangu! Antes de chegar houve problema pra saber o número da casa. É que o endereço foi passado pro Babu, e chegando lá ele ficou meio perdido. Depois de tentar ligar pra algumas pessoas e de andar pela rua pra procurar barulho de festa, o Babu revela a informação preciosa:

 Ele  o aniversariante  disse que é o mesmo número da casa da Bruxa do 71!
 E porque você só tá falando isso agora, Babu?
 Ah! Sei lá qual é o número da casa da Bruxa do 71!

Ainda justificou: 



 — Pô! Tem maior tempão que eu não vejo Chaves!...
...

terça-feira, 9 de novembro de 2004

A Terra...


A Terra é o planeta mais conhecido do mundo!

terça-feira, 2 de novembro de 2004

Final de semana em Itaguaí

Passamos o fim de semana no sítio: Eu, Thiala, Rodrigo e Roberto.

Descemos hoje de lá, mas em vez de virmos pro Rio fomos em direção às praias da Costa Verde. A idéia era ir à Conceição de J-alguma-coisa, mas quanto mais nós andávamos pior ficava o tempo. Faltando 22 quilômetros pra Conceição de Não-Sei-o-Que nós contornamos e decidimos ficar na primeira praia pela qual passamos, em Muriqui. Muito bonita! Então, fizemos isso. Chegamos lá, Thiala e Rodrigo sentaram-se na mesa de um restaurante e pediram algo, eu e Roberto ficamos olhando pra água, e olhando pra ilha... Eu disse: "Vamos lá na ilha?" O Roberto não acreditou em mim (como sempre), mas disse: "Vamos!" E fomos! "Ê, correnteza marvada"! De vez em quando a gente se pendurava na corda de alguma âncora pra poder descansar... "Ê, sede marvada! Quando chegarmos lá vamos tomar uma cerva! Ou um quente? Uma cerva!" Enfim: Chegamos! Fomos andando em direção ao píer que fica no ponto da ilha que é mais próximo da cidade. No caminho encontramos um bar bacaninha, tava rolando peixada, Araketo, sinuca e cerveja. Pedimos uma cerveja. Começamos a beber e o dono do bar nos ofereceu um prato de peixe cozido. Dizer não pra sorte? Jamais! Sentamos na calçada com a cerveja e o prato de peixe - que feio, né? -, mas não tinha mais lugar nenhum! Acabou a cerveja, pedimos outra, e outra... e outra. Bateu maior onda! Aliás, lugar pra dar 'onda' é aquele! Aliás, nós ficamos foi bêbado mesmo! Detalhe: nós tínhamos que atravessar um bom pedaço à nado! Agradecemos e nos despedimos. Seguimos pro píer. Seguimos por terra, por água, pela varanda dos outros, pelas pedras que cortam os pés... Chegamos perto do píer e entramos na água. Havia um carinha chegando de canoa. Eu perguntei se ele poderia nos levar até o outro lado, ele disse que naquela hora ele não poderia mais. Porém, "tem barco que atravessa por um real, é logo alí!" Nada de barco! Já viu criatura mais onipotente que homem bêbado? "Vamos nadando, neguin! Nadar bêbado que é bom!" "Vamos!" E fomos! Chegamos no primeiro barco, que estava a um quarto do trecho e eu já cismei que nós estávamos na metade, enquanto isso o Roberto se pendurava no leme da embarcação. "Vamos? Vamos!" Voltamos a nadar, eu primeiro. O Roberto disse que estava cansado de me esperar, que eu nado devagar. Gente! Eu não nado devagar! Acontece que, além de ser fiscal da natureza e morar a 100 metros da praia, ele saiu do Corpo de Fuzileiros Navais tem pouco tempo! Ah! Sem contar que ele tem quase dois metros!... Então... Ele me alcançou mais-ou-menos no meio do trajeto... Estávamos cansados. Dava pra chegar, mas estávamos cansados. Nisso, um iate vem se aproximando e o capitão da embarcação nos oferece carona. "E aí, Roberto? Vamos?" Nadamos como nunca pra alcançar o barco! Subimos e em dois minutos chegamos no Iate Club. Antes de atracar a embarcação nós já pulamos para o Iate Club agradecendo. Na saída um funcionário perguntou: "Não querem a chave do banheiro? - Ah! Sim! Queremos!" Saímos de banho tomado. Compramos pão. Chegamos no restaurante e Rodrigo e Thiala estavam muito putos com a gente! E nós ,cheios de alegria, cheios de amor, cheios de cerveja na mente, não nos afetamos muito com aquele climinha. Já na estrada, até sugeri que parássemos na cachoeira! Imagina: Passar em frente a uma cachoeira enorme e não ter a decente curiosidade de conhecê-la de perto! É dizer 'não' pra vida! Pois é! Seguimos na Rio-Santos.. Logo: Engarrafamento... Thiala não tirou mais o fone do ouvido. E eu e Roberto de palhaçada! ... Avenida Brasil!... Deixei Thiala e Rodrigo em casa. Deixei Roberto no ponto. Cheguei em casa.

Estou mais arranhado que parede de cela de cadeia! Mais arranhado que mesa de dama em praça pública! Encontrei um carrapato no meu braço agorinha mesmo. Minha pele está ardida! Meus pés estão com as grossas solas furadas e cortadas. Juro: Faz tempo que não me sinto tão bem! Ê, vida boa!

sexta-feira, 24 de setembro de 2004

Somos energia...

"Nós somos energia! Sério! Nós somos átomos! Não totalmente, mas parte de nós é átomo!"

(Poti)

Sarará piolho

Não foi ninguém que me contou, foi um amigo que viu! Numa festa 'Noite de Baco', estava tocando Sandra de Sá: "Os meus olhos coloridos / Me fazem refletir ..." Babu estava contagiado com a música, balançando o esqueleto, sacudindo a pança, esperando o refrão, a única parte da música que ele sabia cantar. Então: "Sarará piolho"! De novo: "Sarará piolho!" Mais alto: "SARARÁ PIOLHO". "SARARÁ PIOLHO"!

Babu ganhou pontos com quem achou que era brincadeira. Mas a a maioria no salão quase parou! Babu notou que todos o olhavam, foi parando lentamente, parou, encostou na parede, disfarçou, foi ao banheiro, bebeu água, disse que estava cansando e foi pra casa.

terça-feira, 31 de agosto de 2004

Hoje o Pepino entrou com tudo!

(no cenário musical)
É! Hoje foi a estréia da Pepino Del Mar nos palcos. Apesar de já havermos tocado no dia 28 no Sobrado Cultural em Botafogo, preferimos dizer que a estréia se deu no SESC-Tijuca. Muitos amigos foram. Isso foi muito bom. Se os amigos soubessem a importância da presença deles nesses momentos... Enfim, quem pode ir foi. Minha mãe por exemplo: semana passada eu disse a ela "Mamãe, a senhora vai nos ver no SESC?", aí ela disse "Ai, meu filho, eu vou ter um imprevisto justamente nesse dia!", meu pai disse que teria que marcar médico no mesmo dia e na mesma hora... Mas quem mais desanimou foi minha amiga Luciana! Eu perguntei se ela iria e ela disse que não queria me ver passar vergonha. Essa magoou profundamente! Mas, tudo bem! O importante é que o Pepino só faz crescer! A apresentação foi boa! Obrigado! Mas, o chopp superou as expectativas. Muito obrigado aos que foram nos ver, e principalmente, muito obrigado a quem pagou o 'chops' que eu consumi!

Nota: Estreamos com a seguinte formação, Adriano, Albérisson, Anníbal, Fernando Júnior (Babu saiu), eu e Nelson.

sexta-feira, 23 de julho de 2004

O biscoito que é a sua cara

Adriano estava consertando o computador de uma cliente. Levava sempre sua bolsinha estilo fotógrafo onde carrega seu material de trabalho, e tinha no bolso um pacote de biscoitos Traquinas.

Após trabalhar por longo tempo em posição muito desconfortável, levantou-se e foi até a janela para descansar a coluna e respirar um pouco. Nisso, um grupo de meninas — bonitas e tal — passou pela rua. Adriano, profissional como é, não dedicou muita atenção às meninas e voltou-se para dentro da sala. A professora viu que ele havia ido à janela, olhou pela janela e viu as menina, olhou pro Adriano, olhou pro biscoitão dele, reparou no volume e disse:

— Adriano! Eu gostaria, enquanto você estiver trabalhando aqui, que você não ficasse olhando as mulheres que passam na rua!

Adriano, inocentemente disse retirando o biscoito do bolso:

— Não, Professora! Isso é só o meu Traquinas!", e voltou ao trabalho.

sexta-feira, 16 de julho de 2004

O Retorno do Pepino

Pois é! Voltei pro Pepino! Após cinco meses fora da banda e agüentando o Poti, fui convidado a retornar ao projeto, ou retomar o projeto junto com os outro integrantes. Com os mesmos integrantes e mais alguns.

Já estamos cuidando da produção artística das apresentações, pois as músicas já estão, quase todas, afiadas. Muito teatro e literatura, interpretação dramáticas das músicas de Anníbal Centurion, em uma banda onde a pluralidade de formações e de gostos é visível e admirável (o tango casa muito bem com o reggae, a mistura de samba com hardcore é homogênea).

O projeto é interessante. Feito por pessoas interessadas.

A formação da banda é a seguinte:

Eu (bateria), Babu (guitarra), Nelson (teclado), Albérisson (baixo), Anníbal (voz e violão) e Adriano (cavaquinho).

sexta-feira, 9 de julho de 2004

Chega de Café com Porão

Ontem eu toquei com o Café com Porão (Poti, voz e violão; Babu, guitarra; Albérisson, baixo; Nelson, teclado; eu, batetia e Edmar, percussão). Foi lá no SESC Tijuca. Foi a primeira e a última vez. Fala sério! Não tenho tempo a perder com gente sem direção... Mas, falando sobre a apresentação:

Gostei! Gostei mesmo! Meu retorno ficava quase inaudível quando eu descia o braço com mais violência, mas deu pra tocar bem. Muito bem! Gostei! Babu estava muito inseguro... Albérisson estava completamente sério! O Nelson ficava me olhando, esperando alguns comandos...! Já o percussionista, que eu esperava reger, só me olhava de sacanagem...! Poti falou muita merda!!! Muita! comportou-se mal e ... vestiu-se mal, mas eu não sou crítico de moda, certo? Enfim: Saí da banda!

Saí levando muitas coisas boas, por exemplo: o tecladista, o guitarrista, o baixista...

Caraca!!! Fica aí um desabafo: Cara! Quantas vezes eu lhe disse pra ouvir as pessoas, pra nos ouvir! pra ouvir pessoas sérias! Mas é foda! Tem gente que só sabe ouvir elogios! E o fim... eu sei qual será o fim: Ficará cercado de pessoas leigas que se admiram facilmente, pessoas deslumbradas, lunáticas, ou ainda, pessoas que não são amigas suficientemente pra dizer o que pensam!...

Enfim: O meu caminho é O Meu Caminho! e EuQControloMeuGuidom!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2004

Histórias chocantes de Zé Mariquinha

(histórias venéricas verídicas)

Zé Mariquinha é um primo de meu pai, mora em Rondônia, é viúvo, tem três filhos e quatro netos, vive da plantação de guaraná. O nome, ou melhor, apelido, de "Mariquinha" vem de sua mãe, que se chamava Maria, nome do qual Mariquinha é diminutivo na linguagem caipira.

Zé veio ao Rio há uns quatro anos para tratar da saúde de sua esposa.

Eu sei que vocês não vão acreditar, mas...


1.
Uma vez, estávamos todos na sala assistindo o Globo Reporte, o programa tratava da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Rondônia.

Zé se empolgou ao reconhecer os lugares por onde andava, se empolgou mais ainda ao ver uma árvore sobre a qual ele já havia falado conosco. Uma árvore realmente imensa, com o tronco oco onde foram feitas janelas e porta.

Mariquinha, no intuito de ver e nos mostrar o teto da árvore, ia se abaixando na frente da T.V., frustrado, esperou um angulo melhor e... Tum!

De testa na tela! Doeu até em mim.


2.

Num dia de sol, estávamos indo não sei aonde: eu, meu pai, meu cunhado e o Zé.

Um de nós falou com outro que aquele bairro era Humaitá... Pronto! O Zé disparou:

— Humaitá, Humaitá!... Aqui que mora Humaitá?! Rapaz, mas ele luta demais da conta, bobo!
...

Pra quem não entendeu: Humaitá = O Mike Tyson


3.
Sobre TV há ainda outro caso. Estávamos assistindo à novela das oito, cujo a história se passava em Veneza. Zé se encantou com aquela cidade dentro do mar e exclamou a sua esposa:

— Alá muié, é água!!!

E minha mãe, com ar didático endossou:

— É Zé, isso aí é Veneza.

Então, Zé prontamente se "corrigiu":

— Ah! Né água não, muié, é veneza.